Coronavírus: o que você precisa saber para proteger seu bebê

Use máscara como medida de prevenção ao coronavírus

A Organização Mundial de Saúde – OMS classificou o Coronavírus como pandemia, isso não significa que o vírus se tornou mais mortal, e sim é um reconhecimento da propagação geográfica da doença.

Não há vacinas aprovadas pelos órgãos de saúde para a imunização da Covid-19. Isso significa que a prevenção à contaminação só ocorre com o não contato com outro humano infectado. Medidas foram tomadas no mundo e também no Brasil para a prevenção, ainda que sem uma medida pública padronizada, municípios e estados têm adotado ações de isolamento para o combate a pandemia, com resultados em maior ou menor grau.

Muitas pesquisas estão em andamento, tanto para testagem de vacinas quanto para análise das ações de combate a pandemia e seus resultados. Por isso, se possível, evite aglomerações e exposição pública na tentativa de evitar a contaminação.

Quando buscamos informações sobre a pandemia, a internet têm sido a fonte mais pesquisada, haja vista os dados estatísticos de sites de busca que apresentam as palavras “coronavírus” e “Covid-19” como as mais pesquisadas em todo mundo. Alertamos a todas leitoras e leitores que tenham cautela ao buscar na web respostas a suas dúvidas, evitando informações desconexas e falsas, levando a interpretações e comportamentos errados durante este momento de total atenção a prevenção.

Como o vírus de propaga?

Através de contato direto com gotículas respiratórias de uma pessoa infectada mesmo que ainda não tenha desenvolvido os sintomas comuns (febre, tosse, dor de garganta, espirro, redução do olfato, por exemplo) e toque de superfícies contaminadas. Segundo a OMS, ainda não se tem certeza do quanto a pessoa contaminada, mas que não apresenta sintomas, transmite o coronavírus. Por isso, a importância do uso da máscara sempre que sair de casa, já que o vírus da Covid-19 pode sobreviver em superfícies por várias horas, mas desinfetantes simples podem matá-lo.

Quais os sintomas mais comuns da Covid-19?

Segundo a OMS, infectados pela Covid-19 demonstraram ter febre, tosse e falta de ar. Em casos mais graves, a infecção pode causar pneumonia ou dificuldades respiratórias. Mais raramente, a doença pode levar ao óbito.

Sintomas de um infectado pela Covid-19 são semelhantes aos da gripe (influenza) ou do resfriado comum, muito mais frequentes do que Covid-19. Por isso que os teste são necessários para confirmar se alguém se infectou e iniciar imediatamente com o protocolo de isolamento para prevenir a contaminação social.

É importante lembrar que medidas simples podem prevenir a contaminação, como: lavar as mãos frequentemente com água e sabão; quando tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o braço e secar com um lenço de papel, descartando numa lixeira com tampa; evitar o contato ou proximidade com pessoas que possuam sintomas de gripe.

Devo usar máscara cirúrgica?

Máscaras têm sido exigido por medidas legais em diversos municípios com alto índice de infecção comunitária. As máscaras comerciais possuem certificação em níveis de proteção, sendo o modelo cirúrgico um dos equipamentos de proteção individual mais acessível em preço e disponibilidade. Mas cuidado, máscaras sem certificação podem não proteger do contato das vias respiratórias com o coronavírus, por isso fique atento ao selo Inmetro na embalagem e a classificação. Saiba mais através do site da Anvisa [Clique Aqui].

Covid-19 e as crianças

Não há informações científicas suficientes para afirmar o poder do coronavírus em crianças e mulheres grávidas. Sabe-se que poucas crianças foram testadas positivas após apresentarem sintomas, e esse é um grande problema no Brasil, pois só testam pacientes sintomáticos e com fator de risco. Há muitos relatos de sub-notificação.

Orienta-se que os pais sigam as boas práticas de higiene respiratória e das mãos, como lavar sempre as mãos antes de manipular o bebê com troca de roupas, fraldas e até mesmo na amamentação. Evitar usar álcool em gel 70% próximo aos bebês, evitando que os mesmos inalem e se intoxiquem com o vapor etílico do produto. Jamais use este produto na pele do bebê, pois a sensibilidade e delicadeza da pele não são compatíveis com este produto.

Se o bebê apresentar algum sintoma da Covid-19, procure atendimento o quanto antes, evitando a progressão para infecções respiratórias e agravamento dos sintomas. Evite contato com as pessoas para evitar a disseminação, e use máscara sempre.

Amamentação e a Covid-19

Não há evidências suficientes para determinar se o vírus é transmitido da mãe para o bebê durante a gravides ou o impacto potencial que isso pode ter no bebê. Isso ainda está sendo investigado. As mulheres grávidas devem continuar a seguir as precauções apropriadas para se proteger da exposição ao vírus e procurar atendimento médico o quanto antes se tiverem sintomas como febre, tosse ou dificuldade em respirar.

Se estiver amamentando o bebê e apresentar os sintomas relatados, a mãe deve procurar o quanto antes o médico e seguir suas orientações. Considerando os benefícios da amamentação e o papel insignificante do leite materno na transmissão de outros vírus respiratórios, a mãe pode continuar amamentando, aplicando todas as precauções necessárias.

Para mães sintomáticas suficientemente bem para amamentar, isso inclui usar uma máscara quando estiver perto de uma criança (inclusive durante a amamentação), lavar as mãos antes e depois do contato com a criança (incluindo a amamentação) e limpar/desinfetar superfícies contaminadas – como deve ser feito em todos casos em que qualquer pessoa com Covid-19 confirmado ou suspeito interaja com outras pessoas, incluindo crianças.Se a mãe estiver muito doente, ela deve ser incentivada a ordenhar o leite para que outro cuidador o ofereça à criança por meio de um copo e/ou colher limpos.

Como falar da pandemia para os filhos?

Esta preocupação ronda todos os lares onde possui crianças. Sua curiosidade é natural e os “por quês” também devem ser respondidos. Abruptamente foram cortados os passeios, escola, creche, brincadeiras na praça ou rua, entre outros, e isso causa estranheza e não compreensão quanto ao isolamento nos imposto como medida preventiva. É importante se manter informado e ser gentil e atencioso com as crianças, apresentando a eles respostas compreensíveis em sua linguagem.

Aqui estão alguns exemplos sobre o que fazer ou não fazer ao falar sobre o coronavírus com suas crianças, seus familiares e seus amigos:

FAÇA: Converse sobre o coronavírus (e a Covid-19).

NÃO FAÇA: Não vincule locais, raça ou etnias à doença. Lembre-se de que os vírus não atingem pessoas de populações, etnias ou origens raciais específicas.

FAÇA: Fale sobre “pessoas que têm Covid-19”, “pessoas que estão sendo tratadas de Covid-19”, “pessoas que estão se recuperando de Covid-19” ou “pessoas que morreram após contrair Covid-19”.

NÃO FAÇA: Não se refira a pessoas com a doença como “casos Covid-19” ou “vítimas”.

FAÇA: Fale sobre pessoas que “adquirem” ou “contraem” coronavírus.

NÃO FAÇA: Não fale sobre pessoas “transmitindo coronavírus”, “infectando outras pessoas” ou “espalhando o vírus”, pois isso implica transmissão intencional e atribui culpa.

FAÇA: Fale com precisão sobre os riscos da Covid-19, com base em dados científicos e nos últimos conselhos oficiais sobre saúde.

NÃO FAÇA: Não repita ou compartilhe rumores não confirmados e evite usar linguagem exagerada e dramática projetada para gerar medo como “praga”, “apocalipse”, “castigo” etc.

FAÇA: Converse positivamente e enfatize a importância de medidas eficazes de prevenção, inclusive seguindo as dicas sobre lavagem das mãos. Para a maioria das pessoas, essa é uma doença que pode ser superada. Existem medidas simples que todos podemos tomar para nos manter seguros e também manter em segurança nossos entes queridos e os mais vulneráveis, que são as pessoas idosas e/ou com alguma doença crônica.

 

Fonte: ANVISA e UNICEF Brasil

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